Mostrando postagens com marcador Filme. Mostrar todas as postagens

Introdução à Millennium




Saudações galera, para quem não me conhece eu sou o J, e para quem me conhece eu também sou o J e hoje venho trazer algumas considerações sobre Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, não só sobre o livro, mas também sobre os dois filmes que compõem essa primeira parte da trilogia. Primeiramente, para quem não conhece essa série fantástica de livros peço que não exerçam seu julgamento baseado no nome do livro, porque como qualquer publicação, não deve ser julgada pela capa. Em segundo lugar, recomendo para quem tem paciência na leitura e já tem esse hábito consolidado, porque em um primeiro momento o livro tende a ser muito detalhista em quase tudo (características do autor), isso pode tornar a leitura cansativa e a primeira impressão do leitor pode não ser tão positiva. Mas para quem gosta de suspense, mistério, reviravoltas e tem (algo em torno de 25% de) paciência, esse é o livro.

Quero começar falando sobre o autor intelectual dessa obra, o sueco que se chama Karl Stig-Erland Larsson ou somente Stieg Larsson, nascido em 15/08/1954 e falecido dia 09/11/2004 devido a um infarto quando subia sete lances de escadas até seu escritório na sede da revista EXPO, revista a qual Larsson foi fundador. Stieg foi um jornalista influente e um ativista político, além de escritor, obviamente, mas não teve a oportunidade de desfrutar do sucesso que seus livros fariam, já que ele morreu antes da publicação da trilogia. Muito se vê de Larsson no protagonista da série, Mikael, ambos jornalistas, “donos” de sua própria revista e engajados em expor o podre dentro do sistema econômico sueco. Larsson denunciou várias organizações neofascistas e racistas durante sua carreira e era seguidamente ameaçado de morte, também por isso quando ele faleceu houveram rumores sobre um possível assassinato, já que ele e sua revista tocavam na ferida de pessoas que não queriam esse tipo de mídia. Para resumir quem foi Stieg Larsson isso pode não ser o suficiente, mas pensem nele como um jornalista fodão que combate o crime, basicamente é isso, e esse estereótipo vai ajudar a introduzir Mikael Blomkvist, posteriormente.

Millennium é uma trilogia de livros composta por: Os Homens Que não Amavam As Mulheres (Män som hatar kvinnor), A Menina Que Brincava Com Fogo (Flickan som lekte med elden) e A Rainha Do Castelo De Ar (Luftslottet som sprängdes), sendo o primeiro livro uma história com começo, meio e fim, e os outros dois livros uma história que se complementa. Minha intenção é fazer um resumo básico da história e depois elencar alguns itens a respeito das duas versões do filme, a americana e a sueca e também do livro. Lembro-me que aluguei o filme em versão americana e por desinteresse acabei por não assisti-lo, tempos depois o mesmo passou na TV e resolvi encarar. Muita gente que me conhece queria que eu nunca tivesse visto tal filme, porque depois de um primeiro contato acabei virando fã incondicional da série. No começo somos apresentados aos protagonistas da história, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander.

Mikael é um jornalista especializado em desvendar e desmascarar fraudes econômicas publicando matérias de caráter investigativo na Millennium, revista a qual é co-fundador. A história começa quando Mikael sai do tribunal derrotado em uma disputa judicial, a acusação era de difamação contra um grande magnata chamado Hans-Erik Wennerströn. Mikael ouviu informações comprometedoras sobre Wennerströn de uma fonte anônima e acabou publicando um artigo que fazia acusações sérias, mas que posteriormente não puderam ser provadas. 

Na outra parte da história, Lisbeth Salander era uma investigadora (uma hacker foda) muito eficiente que trabalhava para uma empresa de segurança chamada Milton Security, onde fazia esporadicamente trabalhos de pesquisa que beiravam a espionagem. Ela era uma garota problemática, difícil de definir em todos os sentidos, meio punk, meio gótica, parecia desligada do mundo, mas se saia muito bem dessa forma. Lisbeth passou a maioria de sua adolescência em instituições psiquiátricas devido a diversos problemas que tivera quando era jovem, hoje, ela estava sob tutela do governo e era considerada mentalmente instável.

Em um de seus trabalhos de pesquisa ela é solicitada a revirar a vida de Mikael tentando encontrar algum podre em sua vida, já que quem solicitou a pesquisa tinha intenção de contratá-lo para um trabalho, e sua integridade, honestidade e outras virtudes seriam avaliadas para a contratação ou não de seus serviços. O contratante era um advogado chamado Dirch Frode, a mando de Henrik Vanger, um grande industrial da história da Suécia. Após a minuciosa investigação sobre Mikael, ele é convidado a visitar Henrik para ouvir o que o velho tinha a dizer, e assim o fez. Henrik tinha uma tarefa inicial para Mikael, que seria escrever uma biografia da família Vanger (uma família tradicional da Suécia que era conhecida por seu sucesso no meio industrial), mas esse trabalho seria apenas um pretexto para o verdadeiro objetivo, desvendar um assassinato que assombrava Henrik a mais de 40 anos, o assassinato de sua sobrinha, Harriet. Mikael se vê surpreso com o pedido, mais surpreso ainda com o que o velho industrial lhe mostra a seguir, algumas molduras, como se fosse uma espécie de quadro expondo uma flor (raiz, planta, whatever) no centro. As que se localizavam a esquerda da sala foram presentes de aniversário de Harriet para Henrik, as que se localizavam a direita da sala eram também molduras com a flor no centro, mas essas foram entregues a Henrik após o desaparecimento misterioso de Harriet, ou seja, o assassino sabia de tal tradição e continuou-a, brincando com a cabeça do velho Henrik Vanger.
 

Mikael aceita o trabalho porque Henrik instiga-o prometendo além de uma grande soma em dinheiro, informações que poderiam desmascarar e provar as acusações inicialmente feitas por Mikael sobre Wennerströn. Todo o livro/filme gira em torno disso, de Mikael tentando desvendar o desaparecimento de Harriet. A trama é de suspense, revelações e trata-se de uma história de investigação policia feita por pessoas que não são policiais, tentando ver furos na história que ninguém viu até então. Lisbeth posteriormente se junta a Mikael nessa jornada e ambos seguem juntos até conseguir concluir as investigações, óbvio que isso é apenas o esqueleto da história, acontecem muitas coisas que realmente valeriam registros, mas minha intenção é apenas dar um embasamento para os futuros espectadores/leitores, não estragar as surpresas do filme/livro.


O livro tem algo em torno de 500 páginas e é como disse anteriormente, repleto de detalhes, a trama começa a ficar instigante depois das primeiras 100 páginas. É uma leitura fácil e de acesso a qualquer pessoa (que saiba ler rsrs). O filme na versão americana muda um ou outro detalhe para a versão original, mas no geral, são filmes bem parecidos, com a única diferença que a versão USA tem mais recursos financeiros, assim como quase todas as produções “hollywoodianas”. Os quatro atores que interpretam os protagonistas nas duas versões trabalharam muito bem, Michael Nyqvist e Noomi Rapace na versão original, e Daniel Craig e Rooney Mara na versão americana.

Michael Nyqvist e Daniel Craig interpretam Mikael Blomkvist

Noomi Rapace e Rooney Mara interpretam Lisbeth Salander
É difícil dizer quem interpretou melhor, eu adquiri uma empatia grande pelos quatro, mas para mim a Noomi Rapace é diva (S2) e ela é a Lisbeth mais fiel ao livro em minha opinião, quanto ao melhor Mikael, isso já é difícil, ambos são ótimos, mas o Daniel Craig é o 007 então é realmente difícil rsrs. A ambientação do filme na Suécia é muito legal, são aqueles filmes que assistimos e depois pensamos: “Um dia eu tenho que conhecer esse País!”. Pela sua atuação em Millennium, Rooney Mara foi indicada ao Oscar como melhor atriz, já Noomi Rapace pela maestria de sua atuação, foi convidada a fazer também Lisbeth na versão americana, mas recusou e assim, Mara assumiu. Na versão original já foram produzidos e lançados os três filmes, todos muito bons, na versão americana até agora foi produzido apenas o primeiro filme, provavelmente o segundo filme será lançado em meados de 2015, mas o que está dificultado a produção é o alto valor de salário que Daniel Craig pediu, já que sua valorização depois de 007 – Opração Skyfall aumentou muito e isso está sendo um empecilho na assinatura do contrato. Há boatos que o roteiro do segundo filme está sendo reescrito sem a participação de Mikael, focando mais em Lisbeth (Bitch, please) caso Craig não aceite os valores propostos. Se você quer ler o livro completo, clique aqui.

Quanto aos filmes, em qualquer lugar vocês encontram a versão americana, já a versão original é um pouco mais difícil de encontrar em mídia física, mas eu comprei meus filmes da trilogia Millennium nas lojas Americanas e na Livraria Saraiva, procurem por lá. Bom galera, da minha parte era isso, espero que vocês tenham gostado, grande abraço e.......tchau!
Leia Mais »

So addicted in Persona ♥





Saudações galera, para quem não me conhece eu sou o J, e para quem me conhece eu também sou o J (acostumem-se, esse é meu bordão infame) e hoje, no meu segundo texto para o blog venho falar um pouco sobre uma franquia de games a qual gosto muito, Persona. Quem já jogou essa série sabe do que se trata, de dia os protagonistas são adolescentes normais, que acordam cedo, vão à escola, confraternizam após as aulas, há possibilidade de namorar, comer em restaurantes ou até mesmo ir ao shopping matar tempo nos finais de semana. E à noite esses mesmos jovens lutam contra criaturas das sombras dentro de uma hora escondida entre um dia e outro, basicamente a rotina normal de qualquer adolescente né não? Quem de nós não tem atividades cotidianas durante o dia e de noite combate o crime? Eu pelo menos faço isso!

Persona 3 The Movie: #1 Spring of Birth

Mas venho falar de dois assuntos específicos dentro do universo Persona, o primeiro é o lançamento do Persona 3 The Movie: #1 Spring of Birth que obviamente é o filme baseado no terceiro capítulo da série. O longa metragem vai contar parte da história do jogo, mas as partes específicas  que serão contempladas  ainda são um mistério, provavelmente a primeira parte do jogo será mostrada, quando o protagonista (Minato Arisato or whatever) chega ao distrito de Iwatodai, mas poucas informações concretas foram divulgadas. Provavelmente não haverá relação com o anime Persona 3: Trinity Soul que é uma sequência direta do jogo de Playstation 2. O lançamento do filme será no dia 23 de novembro, no Japão, sem data definida para estrear no ocidente e sinceramente acho que o público fã de Persona que mora fora do Japão só poderá ver o longa através de métodos obscuros da internet (motherfucker download), mas para quem quiser visitar o site oficial do filme, clica aqui! E lembrando também que há o manga de Persona 3, existe muito (muito, muito, muito, muito) conteúdo midiático dessa série, também pudera né, é MUITO (FODA) LEGAL :p

Os ingressos estarão à venda a partir do dia 10 de agosto no Japão por 1.500 Ienes




Outra coisa que quero compartilhar é minha descoberta recente (e extremamente atrasada) do anime e do filme do Persona 4, que se chamam Persona 4 The Animation e Persona 4 The Animation – The Factor Of Hope, sucessivamente. É difícil dizer qual dos dois jogos é melhor, mas tenho uma tendência a gostar mais do 4 devido ao enredo que trabalha muito bem a questão do mistério e do suspense policial. O anime foi lançado em 2011 e o filme basicamente é um “resumão” do anime e do jogo, com o acréscimo do "True Last Episode", o verdadeiro último episódio que foi lançado em blu-ray em Agosto de 2012 e tem algo em torno de 90 minutos de duração. São 25 episódios (26 com o True Last Episode) que mostram basicamente o jogo em formato de anime. Eu recomendo que primeiro joguem o game, acabem-no e depois assistam ao filme e o anime, não necessariamente nessa ordem, porque como essas produções cinematográficas contam a história do jogo, sabendo de todos os acontecimentos a experiência que o game proporciona é prejudicada. 

Persona 4 The Animation: anime baseado no game 





Vasculhando o universo de Persona também achei esse vídeo no Youtube que em minha opinião mostra o quão popular é a franquia por lá, o vídeo se chama Persona Music Live 2012 Mayonaka TV in Tokyo International, são mais de duas horas com soundtracks de vários capítulos dos jogos e uma interação impressionante dos protagonistas através de um telão (Japoneses piram nos paranaue que a Atlus proporciona), e a interação do público é cativante, queria muito ir em um evento desses! (I’m so sad :/)


E para finalizar esse “boletim de informações” recomendo muito que todos os fãs de RPG joguem Persona 3 e 4, porque eu costumo dizer que são muitos jogos dentro de um só, um simulador social que lembra The Sims, as batalhas lembram um JRPG tradicional, e a questão das Personas que são representadas por cartas lembram Yu-Gi-Oh, enfim, são jogos carregados de experiências, o que me agrada muito, e se você jogar e gostar, imagina o plus ao poder assistir animes, ler mangas e ver filmes dessa série! É bão ou num é não? Persona Rules <3
Leia Mais »

Django Unchained







Como esse sendo um dos primeiros textos da Sidequest, sinto-me meio estranho em construir uma introdução mais próxima do público - que está por vir, seguindo uma linha de pensamento positivo. Então vou deixar uma pequena explicação de como será essa coluna chamada Libra. Ela trará sempre textos, geralmente opiniões, críticas ou primeiras impressões de filmes/jogos/animes ou algo do tipo, o qual assistimos/jogamos em um dia qualquer mas que chamou nossa atenção. Dito isso, clique em Leia mais caso queira ler um “review” imparcial de um fanboy do Tarantino. ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS
Leia Mais »