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Perfil #2 - Conheça o Medic!


E no perfil de hoje (e em alguns próximos depois desse) vamos conhecer, individualmente, quem são aqueles homens do time azul e vermelho que se digladiam, daquele jogo free2play da Valve que ganha updates até hoje. Isso mesmo, estou falando de Team Fortress 2. E por que não começar com a classe mais chamada durante uma partida? Vamos conhecer o Médico!

“Let’s go practice medicine” — The Medic

O Medic é um medico (noshitsherlock) teutônico que usa métodos duvidosos em seu trabalho. Mas, meio insano ou não, ela faz seu trabalho sendo a principal classe de cura dentre as 9 do jogo. Sua arma principal a Medigun, cura aliados feridos e quando apontada para aliados sem ferimentos, é capaz de aumentar sua vida em até 150%. Enquanto faz isso sua barra ÜberCarga é carregada e quando chega a 100% ele pode usar seu poder característico deixando ele e seu alvo aliado imunes por 8 segundos!!8!88! 

A principal estratégia de um Medic é o que gosto de chamar de “ÜBER NELES!11!” onde ele usa sua ÜberCarga num Heavy (uma das classes mais fortes e “tankudas” do jogo) para simplesmente dizimar o time adversário.

Medic e seu melhor match-up, Heavy
Na série de vídeos da Valve que apresenta os personagens, o Medic realiza essa ação característica, veja só:


Suas armas de combate são bem mais fracas, entretanto, se comparadas com as das outras classes. Ele possui uma serra (Bonesaw) para combate melee e uma Arma de Seringas (Syringe Gun) que é a distância e embora tenha uma Cadencia de Tiro alto, o dano é baixo e os tiros lançados perdem força. Tipo várias miniflechas disparadas com pouca força. Então, sim, ser morto por um médico é um pouco humilhante.


Por ser alemão, suas falas são cheias de expressões alemãs e com um sotaque bem pesado, deixando o personagem bem carismático. Uma curiosidade é que o primeiro Medic do time BLU se assemelhava muito a Sigmund Freud. O Medic também possui pombos de estimação, que ficam voando pela sua sala (seja isso higiênico ou não). Um deles é chamado de Archimedes. Este por sua vez aparentemente compartilha da mesma fascinação do seu dono em relação à sangue, já que fica sempre na volta dos pacientes com ferimentos abertos, olhando ou procurando algo lá no meio. De acordo com descrições da Valve sobre Archimedes na loja e nos itens in-game, o Medico conseguiu ele e todos os seus outros pombos depois de sequestrar (oi?) uma van que estava a caminho do casamento do primeiro ministro.

O Medic também tem um gosto peculiar em querer colocar órgãos de babuínos em humanos, como no vídeo postado antes e também na comic “A Cold Day In Hell”. O especialista em medicina também foi a primeira das 9 classes a receber sua própria atualização de classe específica. Isso aconteceu pois muitos jogadores estavam sentido que o Medic era o mais fraco de todos, e era até o momento a classe menos jogada de todas. Depois desse update a quantidade de jogadores de Medic cresceu significativamente.


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Resenha: Robotic;Notes


Robotic;Notes é um anime oriundo da visual novel lançada pela 5pb. para PS3 e Xbox 360 em 2012, e está recebendo um port para o PS Vita que será lançado dia 26 de junho, com o nome de Robotic;Notes Elite. Ele é a terceira história em formato de jogo/anime/manga da série Science Adventure, os primeiros sendo Chaos;Head e o segundo Steins;Gate. Todos eles, como o próprio nome sugere, tem uma pegada sci-fi. Eu nunca joguei nenhuma das novels, apenas assisti aos animes (que são baseados nelas), logo, essa resenha engloba apenas o que foi visto na animação de Robotic;Notes.


A história da obra ocorre no ano de 2019, na ilha de Tanegashima, onde conhecemos Akiho Senomiya e Kaito Yashio (Aki e Kai for short), os únicos membros do clube de robótica do seu colégio e melhores amigos desde infância. Desde o primeiro episódio podemos notar a presença de um tipo de tablet chamado Pokecon que é uma convenção de pokemão o qual é um utensílio utilizado no dia a dia de todas as pessoas na ilha e no Japão como um todo. Isso nos transmite um ar levemente mais tecnológico ao mundo que estamos acostumados a viver hoje, esse feeling também está presente em Steins;Gate porém de maneira bem mais tênue e fiquei feliz que decidiram intensificá-lo.

Logo cedo percebemos que Kai é viciado num jogo chamado Kill-Ballad, um game de luta entre robôs, em que joga em seu Pokecon e está entre os melhores no rank mundial do jogo. Seu personagem é o escopo da calmaria no anime, enquanto Aki mostra uma personalidade predominantemente perseverante e energética, sempre seguindo seus sonhos. Muitas vezes Aki precisa de ajuda com o clube e Kai parece não ligar com nada a sua volta e só “vai ajudar caso Aki consiga derrotá-lo no Kill-Ballad”. O objetivo primário do clube de robótica é continuar a construir um robô gigante que foi deixado de lado pela irmã mais velha de Aki, que quando estava no clube de robótica não conseguiu terminá-lo. Porém vários outros eventos começam a ocorrer na história que acabam atrasando o projeto.
Aki e Kai
O anime tem uma pegada bem lenta nos primeiros episódios. Até os 11 primeiros pouca coisa acontece, em termos de avanço na trama, deixando com um ar bem slice of life e até fazendo um telespectador novo da série se perguntar se algo realmente sci-fi ou épico vai acontecer no anime. Isso é um ponto que boa parte do fandom reclama mas eu penso que não é um problema, é apenas uma característica da série e queiram ou não, isso permite com que nos apeguemos mais aos personagens. Há muitas cenas que no âmbito de fazer a trama andar, não tem absolutamente nada, mas é interessante e curioso de se observar personagens conversando, passando tempos juntos ou simplesmente devaneando. O primeiro “mini arco” vamos assim dizer, é uma competição de robôs onde Aki e Kai precisam vencer do contrário não conseguiram dinheiro para continuar o projeto do robô gigante e o clube de robótica teria que ser dissolvido. Com uma pegada bem Medabots da vida, vemos eles construindo seu pequeno robô lutador, e tendo que enfrentar lutas, chegar na final etc., numa estrutura característica desse tipo de anime. Tudo isso consumindo uns 3 episódios. Mas quando chegamos no fim do anime, é claro que esta obra não é sobre luta de robôs.


É claro, robôs são um tema importante do anime e tanto esse evento da competição de robôs, quanto o jogo Kill-Ballad e o projeto de construir o robô gigante, são referências e homenagens ao gênero Mecha nos animes. Sem dúvida, se você é um fã de mechas, mesmo o foco do anime não ser este, muito provavelmente você vai gostar dele por conta disso. Tem até um anime de Mechas no anime que geral é super fã, o Gunvarrel. Que inclusive o protagonista do anime do anime (animeception) que dá nome a ele, é o modelo do robô gigante que Aki quer tanto construir. Conforme a história progride (ou não), novos personagens são apresentados, e vão entrando para o clube de robótica e se tornando cada vez mais amigos. Chegando à um ponto em que o clube de robótica é apenas algo simbólico para reunir todos eles, uma vez que por um bom tempo eles não fazem nada lá por falta de recursos. Estou evitando falar dos outros personagens para que vocês possam conhecê-los vocês mesmos já que o anime dá muito tempo pra isso, até demais, e não quero roubar o trabalho dele.



Mas depois do começo bem suave, a trama começa a crescer de forma exponencial e aí sim começa a revelar a cara do anime e da série Science Adventure, com muitos temas sérios, científicos, dramáticos e com bons plot twists.

Tudo começa e na verdade já é prenunciado na primeira parte do anime quando os personagens comentam que há algumas lendas urbanas na cidade e no anime Gunvarrel, o qual, nunca foi transmitido o último episódio. E assim surgem especulações sobre o final dele, similar com que temos aqui em relação ao final de A Caverna do Dragão. As lendas urbanas incluem também um sinal que é misteriosamente transmitido a todos os Pokecon da região com a melodia da música Kagome Kagome, uma brincadeira e cantiga infantil japonesa que inclusive é bem assustadora se observamos bem sua letra ambígua e cheia de brechas para conspirações e creepypasta (procurar mais sobre Kagome Kagome no youtube não me ajudou muito a tirar a imagem macabra que tenho dessa música e_e). Ouve só:


Kai então descobre na segunda metade do anime uma inteligência artificial virtual numa área de Tanegashima. A IA tem a aparência de uma garotinha e chama-se Airi e pode ser vista apenas através do Pokecon. Com a ajuda dela Kai começa a descobrir escondido pela cidade virtualmente, os relatórios Kimijima, que falam sobre diversas coisas e começam a levantar o mistério na série. Não vou dizer sobre o que são pois não quero dar spoilers significativos nesse texto, mas esses relatórios tem uma função chave na trama e revelam coisas de âmbito de segurança mundial entre outras, e, assim, fazem a linha da história do anime fazer uma curva brusca e entrar na pista de proporções épicas.


Tem algo sobre Steins;Gate e Robotic;Notes que é difícil de explicar, mas é algo que vi poucas vezes em animes. É essa característica de ter uma história aparentemente pacata e esse sentimento de "falta de progressão da história" (precisam inventar uma palavra pra isso) por boa parte do começo da trama, mas que no fim, começa a tomar proporções que você não esperava. Talvez esse efeito se deva justa e exclusivamente por causa desse início lento e pacato, pois é ali que tenuamente o autor começa a costurar na linha da história as reviravoltas e aspectos dramáticos do anime. Quando já se torna familiar para você o dia a dia e a cidade dos personagens, as coisas “de verdade” começam a acontecer, e assim parecem muito mais verossímeis e você sente a tensão tanto quanto os personagens.

É aí que o anime brilha e acredito que o game também. Me aventurei pouco no mundo das visual novels mas tenho certeza que a experiência da história de Robotic;Notes se maximiza no game, mas o anime também é digníssimo de se assistir.


Se você é daqueles que precisa de uma nota para incentivá-los a assistir, o anime ganha 9/10. Se você é daqueles que não precisa, VÁ LOGO ASSISTIR. Sério, é muito bom.

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Gamers podem ter mais vida social que não-Gamers




Gamers são em sua maioria, mais bem sucedidos na vida social do que não-gamers, aponta um recente estudo. O site de streams Twitch.tv, afim de entender melhor seu público e acabar com a imagem negativa que se formou no estereótipo gamer ao longo dos anos, financiou uma pesquisa da LifeCourse Associates para descobrir o perfil social de 1,200 jogadores e analisá-los.

Foi feita uma pesquisa online e os resultados foram bem interessantes, embora tenha sido usado como critério para definição de quem é gamer, todo aquele que jogou um jogo nos últimos 60 dias (seria então minha mãe que jogou Flappy Bird na fila do banco ontem seria gamer?), o que é meio controverso.

Segundo a pesquisa...

- Gamers são mais propensos a morar com outras pessoas, incluindo amigos, familiares ou conhecidos próximos. Em contraste, não-gamers são mais propensos a morar sozinhos.

- 58% dos gamers concordaram com a frase "Meus amigos são a coisa mais importante na minha vida" contra apenas 30% dos não-gamers.

- Gamers assistem menos TV sozinhos do que não-gamers, e também preferem menos em assistir dessa forma. Eles também, em grande parte, dizem que assistem videos na TV, PC ou dispositivos móveis na casa de amigos do que em casa.

- Gamers são mais propensos a ter um bom relacionamento com seus pais. 82% dos gamers concorda que gastar tempo com suas famílias e pais são prioridades nas suas vidas, contra 68% dos não-gamers)

- Gamers são mais propensos a terem um diploma de bacharelado ou um grau superior (43% gamers vs 36% não-gamers)

- A constatação anterior é verdade para os pais dos gamers.  

- Gamers são mais otimistas e confiantes em relação às suas habilidades e aspirações para o seu futuro. A maioria dos gamers sente-se "confiante", ou "muito confiante" em relação a suas aspirações de carreira. (67% "muito confiantes" gamers vs. 42% não-gamers)

- Jogadores são mais propensos em dizer que estão trabalhando na carreira que gostariam de estar (45% gamers vs. 37% não-gamers)
Gamers em sua maioria também são mais conscientes e preferem comprar de empresas que tem práticas éticas, ajudem em causas sociais e/ou tratem todos os seus clientes de maneira justa.

- Uma grande maioria de jogadores concorda que "ter um impacto positivo na sociedade é importante" (76% gamers vs. 55% não-gamers) 

#PorUmMundoMaisGamer



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Defiance vira Free-to-play no PC


Defiance, o MMO shooter da Trion Worlds acaba de se tornar grátis para jogar e está disponível para download no site oficial, para PC. A empresa ainda oferece versões de colecionador e mídia física, que são pagas mas dão vantagens e bônus in-game como mais slots para personagens, mais slots de inventário, buffs temporários de XP, etc. Versões para PS3 e Xbox 360 também então no caminho, segundo a empresa.


Para aqueles que não se lembram, Defiance é também um jogo transmídia e a história do jogo está conectada com uma série de tv do jogo transmitida no canal SyFy. A segunda temporada está prevista para entrar no ar em 19 de julho. O jogo e a série influenciam mútuamente nos seus desfechos.

O jogo não teve reviews muito bons, pois o jogo aparentemente fica entediante depois de um tempo. Porém o fator transmídia e história são pontos fortes do game. Além do mundo aberto com sidequests e afins, há também o PvP com modos clássicos como team deathmatch que (felizmente) animam um pouco mais o gameplay.




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10 Músicas Viciantes nos Games


Música nos jogos sempre foi algo muito importante, afinal, elas ajudam a moldar a emoção que se deseja passar através do game. Além disso, muitas dessas músicas vão ser repetidas diversas vezes durante o jogo, seja por serem música tema de algum personagem, estágio ou batalha. Mas em meio a canções épicas e melodias melodramáticas que compõem uma trilha sonora, sempre há aquelas canções que não saem na nossa cabeça. Aquelas músicas que fixam-se em nossas mentes com vigor, assim como chicletes grudam-se em cabelo. A música pode ser boa, ruim, simples, complexa. Mas isso não importa, o que importa é que você vai desligar o videogame e vai se pegar cantarolando a melodia viciante muitas vezes durante o resto do dia.

10. Super Castlevania IV - Simon's theme

Na geração dos 16bits o hardware ainda era muito limitado, o que ajudava ainda mais para músicas terem estruturas simples e notas cativantes, e a música tema de Simon se enquadra muito bem nessa descrição. 


9. Super Street Fighter 2 - Guile's Stage

A música do Guile é tão catchy e épica que vai bem com qualquer coisa.  É algo simplesmente incontestável. Vejam por vocês mesmos nessa ótima releitura do Rei Leão (RIP Mufasa)



8. TMNT IV: Turtles in Time - Sewer Surfin'

Novamente o SNES se mostra como a casa das catchy songs. A trilha sonora inteira de TMNT IV: Turtles in Time utiliza poucos samples que são apenas retrabalhados em cada faixa, deixando-os ou mais graves ou mais agudos. E isso foi suficiente pra deixar o jogo, do início ao fim, bem COWABUNGA! Quase todas as faixas são viciantes, mas a fase que se passa nos esgotos onde as tartarugas vão surfando (por isso se chama sewer surfin’) se destaca. Vejam só:


7. Final Fantasy VI - The Decisive Battle

E o que dizer desse jogo que mal conheço, mas considero pacas? Muitas pessoas nunca jogaram de fato Final Fantasy VI (como eu) mas esse tema de combate é bem conhecido por aí, internet afora. Óbviamente que essa masterpiece foi feita por ninguém menos do que O Grande Nobuo Uematsu. Tenho uma teoria de que essa cara é o Midas do mundo das trilhas sonoras dos games, todo jogo que ele toca sai com uma OST esplêndida.
   

6. Madworld - Look Pimpin!

Além de ser um dos poucos jogos violentos no console casual da Nintendo, Wii, Mad world possuem uma das melhores boss themes ever, além de ser bem chiclete. Um rap pedrada pra um boss igualmente foda e cheio de swag. Ouçam aí, yo:

5. The Legend of Zelda: Ocarina of Time - Song of Storms 

Já estamos cansados de ouvir que Ocarina of Time foi um dos melhores jogos de todos os tempos e teve um grande impacto na história dos games. Muitos também já ficaram cansados de ouvir a música tocada por uma espécie de bardo (?) que ficava no moinho de Kakariko Village, através de uma caixa de música a manivela. A música que fazia chover ao ser tocada é tão boa e icônica quanto grudenta.


4. Donkey Kong Country - Gang-Plank Galleon 

Outra música tema de boss que merece lugar nessa lista é Gang-Plank Galleon, tocada durante o combate contra King K Rool. DK com certeza tem uma das melhores OSTs de todos os tempos, composta pelo gênio David Wise. Essa música tem uma melodia muito marcante que tem um início devagar e depois aumenta seu ritmo, deixando a batalha com o boss final bem empolgante.

3. F-Zero - Mute City

É bem comum ficarmos com músicas de jogos de corrida na cabeça, afinal, a música irá se repetir durante todos os laps. Pelo menos nos jogos antigos. Atualmente a tendência agora é que a trilha dos jogos de corrida sejam só mixtapes/compilações de músicas de vários artistas. O que não é ruim, desde os primeiros Tony Hawks isso vem acontecendo, e se repetindo em Need for Speeds e SSXs da vida. F-Zero é uma ótima franquia que a Nintendo não está sabendo aproveitar, e mesmo assim, sua OST é bem conhecida pelos gamers. Mas enfim, tem como não ficar com Mute City na cabeça depois de ouvir umas 2x?

2. Mega Man 2 - Dr Wily Stage

Megaman sempre teve músicas ótimas, sendo sempre citado em listas de “melhores OST de todos os tempos”. Mas embora o foco aqui não seja qualidade em si, a famosa música da fase do Dr. Willy não deixa de dar as caras aqui, afinal, é viciante pacas.

1. Marvel vs Capcom 2 - I Wanna Take You for a Ride

Essa música sem dúvida funciona como cola bonder em sua mente. Ela tocava na tela de seleção de personagens nesse ótimo jogo de luta. Odeie ela ou não (eu amo :D), basta passar pela tela de seleção umas 3x e pronto. “I WANNA TAKE YOU FOR A RIDEEEE NANANANà NANANà NÔ em loop na sua cabeça.



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Gone Home: Uma história surpreendentemente familiar



Há experiências que vivenciamos na vida que você simplesmente não consegue descrever. Ou às vezes até consegue, mas você não vai se sentir bem ao fazê-lo pois não condirá com a realidade do evento, não pelo fato de você não ser um bom descritor, mas simplesmente devido à natureza dele. Jogar Gone Home se inclui nessa categoria de experiências. Por isso, vou tentar ao máximo evitar spoilers para não estragar.    


Você está voltando de uma viagem na Europa, é de madrugada e não tem ninguém em casa. Comolidar. É nessa situação que você se encontrará ao começar a jogar Sim,Você VAI jogar a obra-prima – primeira aliás -  feita pelo estúdio indie The Fullbright Company fundado em 2012. Logo de cara você descobre que você é Katie, e sua irmã mais nova Sam deixou um recado na porta em tom de despedida e dizendo para você não ir atrás dela. A partir daí, você adentra uma enorme e imponente casa completamente vazia e ao mesmo tempo, lotada. Sua única opção para descobrir o mistério da casa estar vazia é vasculhando cada quarto, cada canto que está cheio de informações, histórias e memórias. Esse jogo apresenta uma vertente de narrativa que – muito felizmente - começa a tomar cada vez mais espaço na indústria dos games, que é a interactive environmental narrative, isto é, uma narrativa interativa “ambiental” – no sentindo do espaço/cenário ao seu redor. O próprio ambiente onde você está vai moldando a narrativa. É interessante notar que um simples quarto, quando bem caracterizado, pode contar muita coisa. Veja essas duas imagens por exemplo. 


Na primeira, uma sala de estar. Note que na estante há várias fitas cassetes (ah, vale destacar que o jogo se passa nos anos 90), que se chegássemos mais perto com um olhar mais minucioso perceberíamos que boa parte delas são episódios da série X-files. Esse mesmo olho notaria também que uma embalagem de pizza na mesinha, refrigerantes, uma “casinha” feita de almofadas com um livro sobre espíritos e poltergeists sob seu teto, indicam que seu morador muito provavelmente é um jovem diferente. Já a outra imagem nos mostra o quarto de uma adolescente americana, naquele estereótipo de “rebelde”. Vasculhando só essa área visível, descobriríamos já revistas de rock relatando a morte de Kurt Cobain, folhas de caderno contendo conversas de duas amigas em sala de aula e um papel da coordenação do colégio indicando que a tal jovem esteve na suspensão por comportamento inadequado. 

A narrativa inteira se desenvolve assim, imbuída em cada objeto da casa, disposto em sítios específicos para criar essa experiência única. O jogo não é linear, logo você pode explorar a casa na ordem que quiser, mas algumas anotações, recados, e outros objetos-chaves, fazem com que Sam, sua irmã mais nova, revele mais sobre seu passado e sentimentos num voice-over tão natural que você facilmente consegue enxergar o âmago das personagens depois de 20 min de jogo. Essas emoções e lembranças compartilhadas, conforme vão se aproximando cada vez mais do tempo presente, vão culminar num desfecho que foi quase capaz de me fazer chorar.

O jogo possui uma jogabilidade muito simples e intuitiva, qualquer pessoa conseguirá jogar sem dificuldades. Lançado apenas para PC, no game você anda pela casa pelo tradicional WASD e o mouse, e com os dois botões dele você pega, analisa ou interage com os objetos da casa, como livros, estantes e interruptores. Posso afirmar que quanto menos você souber sobre o jogo, melhor a sua experiência. A única coisa que deixa a desejar é a sua curta longevidade, mas algumas experiências só podem existir se forem curtas. O jogo não dura mais de 3h, mas consegue ser tão intimista quanto um livro ou um filme, ou um RPG de 50h. Mérito do seu estilo de narrativa. Assim, saber nada ou muito pouco do jogo acrescenta um tom de mistério. No começo, a casa escura e abandonada te dá alguns calafrios, e depois um medo tênue surge e fica na sua barriga dando piruetas de tempos em tempos enquanto você explora a casa. Não é um jogo de terror, de fato, mas você sempre fica com um pé atrás. Isso porque você rapidamente incorpora o personagem, e, chegar em casa, uma ENORME casa, a qual você nem conhece ainda, tudo escuro e sem ninguém já dá um pouco de medo. Enquanto você desbrava ambientes novos você sente um pouco mais de medo, mas assim que liga as luzes do recinto e começa a descobrir mais sobre o que houve, você até acha engraçado você estar preocupado em levar susto quando a história é tão real, estranhamente familiar e palpável. A história do jogo não é nenhuma “novidade”, até porque histórias no desse tipo já foram executadas em várias outras mídias, mas por ela estar num jogo com esse estilo de narrativa, acaba se tornando ilustre.

É digno de nota também as referências que o jogo faz aos anos 90, já que ele se passa nessa época - desde Super Nintendo, Tartarugas Ninja e Street Fighter até Pulp Fiction, Earth Wind & Fire e X-files. Quem viveu essa época consegue sentir graciosamente o gosto da nostalgia sem que este ofusque o foco da obra. É estranho também notar que você se sente familiar com o jogo. A casa não é sua, você está se mudando para ela, mas só ao vasculha-la você desperta reminiscência tanto em Katie quanto em você, Jogador. Mas enfim, é quase um pecado contar demais sobre o conteúdo desse jogo para aqueles que ainda não o jogaram. Descrever-lo-ia por mais alguns parágrafos mas, felizmente, percebi que este texto mudou de propósito conforme foi sendo construído. O que era para ser um review, não mais o será,  pois Gone Home é uma obra que não merece um review. Merece apenas recomendações



Então jogue. Apenas jogue e veja por você mesmo. Tire apenas 3h, do seu dia e desfrute essa experiência fantástica e rara de jogo. Coisa que nenhum CoD ou Assassin’s Creed vão conseguir proporcionar. Não desmerecendo esses títulos, até porque eles tem propostas diferentes, but still, é deveras curioso o fato de que empresas com mais de 100 funcionários fazem alguns jogos tão medíocres enquanto outra com apenas 4 conseguiu realizar algo tão extraordinário no cenário de games. Muitas vezes menos é mais.
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Estamos fazendo a escolha certa nessa geração?


Quatrocentos ou quatro mil, o PS4 foi lançado de fato e com isso a nova geração está completa e pronta para começar o seu legado. Chega de hypes, chega de teasers, chega de especulações. What you see is what you get. Mas a pergunta que não quer calar é: qual será o melhor console? Creio que não há uma resposta certa para essa pergunta pois essa é a pergunta errada. Deveríamos estar mais preocupados com nós mesmos. Assim, a pergunta certa seria: o que x console pode oferecer para mim que tem gostos y?

Grande parte da internet dirá que a Sony venceu (ou está vencendo) a competição entre as três grandes empresas dos consoles, porém, isso não deveria ser uma competição. Cada um dos consoles tem seus pontos fortes que devido à maneira como nos foram apresentadas já não são mais “características singulares” e sim “características que esculacham os outros consoles”. As estratégias de marketing da Sony e sua conferência na E3 colocando a Microsoft e seu Xbox One no chinelo com alfinetadas diretas e bem colocadas resultou numa má fama para o Xbone. Entretanto, os dois consoles agora já estão nas mesmas estantes de milhares de lojas e desfrutam das mesmas características, as quais a possível carência causou o maior auê antes do seus lançamentos: Podem-se usar jogos usados e emprestá-los sem restrições. Talvez a Microsoft não mudasse esse aspecto dos jogos usados tão rápido se não fosse pelo soco na cara revide da Sony – visto que os apelos dos fãs e nada não tem diferença para alguns de seus funcionários - mas creio que isso seria um tiro no pé e eventualmente ela acabasse por aquiescer. Enquanto isso, latente e envolto pela briga entre esses dois consoles, o Wii U segue com a fama de “apenas um Wii, só que agora em HD”. Talvez seja pela elegância da Nintendo em não fazer propagandas dando enfoque a concorrência que poucos lembram que ele possui retrocompatibilidade com seu antecessor e serviços de multiplayer online gratuitos, aspectos esses pertinentes (para muitos gamers) e ausentes no PS4 e no Xone.


Mas cada empresa ainda tem muito que aprender uma com a outra. Elas, embora já estejam no mercado há muito tempo, ainda tomam atitudes um tanto deselegantes. A Nintendo, por exemplo, sempre foi muito “ética e educada”. Você nunca veria uma resposta direta dela contra a concorrência da mesma forma que sua conterrânea Sony fez. Porém, entre as três, a meu ver, ela é mais orgulhosa de todas; possivelmente porque é a mais velha e a única das três que vive unicamente do mercado de games – particularidades que não justificam tamanha vanglória. Em ’96, com seu N64, ela cometeu um erro que foi crucial para o fim que o console teve: Negligenciar atenção às desenvolvedoras. Na época, com o advento do PSX, a grande massa dos game developers ansiava por uma mídia de maior capacidade de armazenamento, que era o compact disc, mas a Big N era tão big que preferiu continuar com a mídia que ela queria. E se não bastasse, ela ainda parecia vigorar suas políticas estritas de publicação de jogos em seu console: era necessária uma aprovação dela para que o jogo saísse, então se ele fosse muito violento, antiético, ou not-the-type-we-want-for-a-nintendo-console ele não seria publicado. Juntando esses dois fatores, podemos entender porque a diferença de tamanho da biblioteca de jogos e número de vendas entre o N64 e o PSX é imensuravelmente grande. E no presente momento a Nintendo parece estar cometendo o mesmo erro. O Wii U tem poucos jogos ainda, muito por conta da Nintendo não ter preparado ao menos uns dois títulos first-party para vender o console e também por apenas jogar os kits de desenvolvimento para as desenvolvedoras e não ser receptiva para com elas, diferentemente da Sony que entrega seus kits e conversa com as developers. Mas ainda dá tempo para mudar.

Além disso, algo que a Nintendo tem que as outras não têm é a coragem para inovar de maneira mais drástica. Isso já fica claro se olharmos os controles de seus últimos cinco consoles de mesa que são quase inteiramente diferentes. E também se preocupa com o bolso de seus consumidores lançando geralmente o console mais barato do mercado (o que não significa necessariamente o console menos potente em relação ao hardware, vide os gráficos do Gamecube que eram superiores ao PS2 e ele era mais barato). Dessa forma, pensando no avanço dos games como um todo, sem dúvida, na questão de proposta de gameplay e controles, a Nintendo tem exibido um papel excepcional; enquanto nos hardwares a Sony vem investindo cada vez mais em potência gráfica.

Atualmente, com o PS4, a Sony vem tomando atitudes um pouco competitivas. Na geração passada seu console ficou 20 milhões de unidades vendidas atrás do Wii, que possuía um hardware muito mais inferior. Nessa geração, no atual momento e com um console possante, as vendas do PS4 vêm mostrando um comportamento bem melhor do que seus concorrentes. Porém, ainda assim, ela vem tomando cada vez mais atitudes que parecem focadas unicamente para combater a concorrência. Posso citar, por exemplo, o touchpad do controle do PS4, que ainda tem muito a ser explorado, mas até o momento ainda não me convenceu. Ele é muito pequeno para ser de muita utilidade. A Sony disse que sua proposta com ele seria evitar colocar mais botões que o jogador teria que lidar, mas ele simula mais botões (?) e serve pra ser utilizado como uma espécie de cursor (Er... O analog stick já não faz isso pra gente?). Tirando o fato que você tem que tirar seus dedos da posição “standard” para poder usá-lo, enquanto no PS Vita o touch foi muito melhor executado por ser posicionado atrás do controle e também melhor executado no Wii U porque ele funciona quase como um tablet e quando você for utilizá-lo para clicar de fato - não só checar mapas, itens, etc. em algum jogo – você vai parar o que estava fazendo na tela principal e vai olhar para o controle.  Parece que ela só colocou o touchpad porque “A Nintendo também”. Ela também lançou agora um bundle que vem com o PS4 e o PS Vita /vulgo peso de papel/ junto, e você pode usar o console portátil para fazer compartilhamento de tela, e assim jogar o PS4 na tela do Vita. Novamente, coisa que o controle do Wii U por si só já faz. Parece que desde o PS3, onde o PS Move chegou depois do Wii com seu Wiimote, a Sony tem gostado de lançar “soluções” para que seus produtos possam oferecer o mesmo que as outras empresas – nem que isso seja de uma maneira flopada. Entretanto, a Sony é uma empresa que apesar de deslizar em algumas atitudes, é uma empresa que sabe ouvir. Por isso acertou em cheio ao oferecer serviços de sharing e streaming de conteúdo (via twitch.tv) totalmente integrado com o PS4 pois ela observou que isso está virando tendência (e assim evitará que muitos streamers tenham que comprar uma placa de captura por exemplo).

Por outro lado, a Microsoft aparentemente desconhece a importância de algo chamado feedback. Antes do lançamento do Xbone, praticamente todo o público desgostou da atitude da empresa em exigir estar online para jogar, mesmo que off-line e também a cobrança de taxas para utilizar jogos usados/emprestados. O ex-funcionário Don Mattrick, responsável pela seção de entretenimento interativo da empresa fundada por Bill Gates, chegou a falar, quando questionado, como ficariam as pessoas que gostariam de jogar Xbone e não tinham acesso à internet que: “Felizmente, temos um produto para pessoas que não são capazes de obter algum tipo de conectividade; é chamado de Xbox 360.” Felizmente também, Mattrick é agora ex-funcionário e a Microsoft, mais pela pressão da concorrência do que pelo apelo do público voltou atrás com essa decisão. Mas nem tudo é flop no novo console da empresa – como implica a Sony. Agora ela tem um Kinect mais apurado que, aliado ao hardware mais vigoroso tem muito potencial para jogos de dança e de movimento em geral. Outra coisa que pouca gente entendeu é que o Xbone foi pensado também como uma espécie de media center, onde todas as suas atividades realizadas na televisão podem ficar num lugar só. O PS4 possui leitor de Blu-Ray também, mas assistir um filme no Xbone é mais “aconchegante”, pois apenas com comandos de voz você consegue fazer o caminho filme-jogo-TV-TV por assinatura em qualquer ordem.

Agora pense comigo, depois de todas essas informações e ponderações, todo esse blábláblá, que se reverberá pela internet em comments, posts diversos e vídeos; tem mesmo um console que pode ser chamado de “o melhor”? Vale a pena ansiar por esse console utópico? As empresas não estão inteiramente focadas em criar um console apenas para os gamers e/ou focado para fazer a indústria da área crescer, mas esses são aspectos de grande relevância para elas na hora de planejar o seu próximo videogame. O seu dinheiro tem que ser gasto com algo que você goste, não com o mais lucrativo ou o melhor. O que pode ser melhor para você pode não ser o melhor de todos, mas isso não terá a menor importância para você. Logo, acima de tudo, cada console é bom dentro de sua singularidade, assim como cada um de nós. E embora isso soe o mais clichê possível, cada pessoa tem sua outra prepare-se para a expressão brega lvl 8000 “cara metade” assim como cada gamer tem o seu videogame, só é preciso descobri-lo.
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